Será
que meu chefe pensa que eu só penso se ele ajudar o meu pensamento, emprestando a
mim um ou outro dos seus próprios neurônios?
Como
será que devo explicar a ele que meus neurônios trabalhadores são bem
produtivos porque muito cooperativos entre si, apesar de poucos para executarem
as tarefas de trabalho? Sim, são poucos os trabalhadores porque a maioria dos meus
neurônios adora e está sempre a viajar por fantasias e imaginação sem fim,
quando não estão puramente jogados de papo para o ar curtindo a mágica sensação
da inércia. Mesmo com essa folga toda, verdade seja dita, meus pensamentos rendem
com o perfeito entrosamento das poucas duplas de neurônios, agindo sempre em equipe
inter e multidisciplinar. Submeter-se ao comando de outros neurônios
que nem sabem trabalhar direito em grupo?
Chefe
veja só, eu consigo, e bem sozinho, encontrar soluções para problemas, agir
preventivamente diante de complicações futuras, descobrir e abrir novas
perspectivas, inclusive, definindo metas e tomando decisões. E melhor que tudo,
acertadamente. Sei, mas falhar é humano, e, convenhamos, falhei tão pouco nas
minhas atribuições intelectuais que, por vezes, me sinto quase um extraterrestre.
Pode
parecer presunção da minha parte, mas faça uma retrospectiva comigo, apesar das
eventuais derrapadas, nunca tivemos prejuízos quando meus neurônios agiram sem
os seus, e eu decidi com atitudes plenamente razoáveis. Então, chefinho, façamos
acordo. O senhor manda e eu cumpro as suas ordens, mas como um ser pensante que
sou - não me subestime. Meu filho já me disse, por isso sei de convicção, de
bobo eu só tenho a cara e o jeito de andar. Mais nada.
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