sábado, 12 de julho de 2014

Conversar


Não discuto sobre o que não entendo: futebol, por exemplo. Mas também não aprecio me envolver em discussões estéreis, mesmo sobre temas de que eu entenda alguma coisa. Gosto mesmo é de conversar e aprender e ensinar, e de ficar de papo furado compartilhando experiências e filosofando sobre a vida. Porém, com um detalhe, olhando no olho, ouvindo a entonação e a intensidade da voz do interlocutor, acompanhando a expressão facial e corporal de cada pessoa envolvida no diálogo comigo.

Encanto-me ao perceber as ideias fluindo e se desenvolvendo em espiral na musicalidade das falas animadas. Alegro-me por sentir a curiosidade cutucada, preenchendo a alma com novos estímulos e a razão com argumentos para melhor  se estruturar. Como é bom identificar pontos de vistas dissonantes não serem entendidos como discordâncias inflamando corações, mas apenas como olhares distintos instigando o pensar. Pois o que almejo ao conversar não é o fechamento das questões, nem conclusões polarizadas em certas ou erradas, em verdades ou mentiras.

Simplesmente eu não discuto. E cada vez menos aceito entrar em polêmicas. No entanto, adoro viajar na interação de ideias criativas a partir do saber das pessoas disponíveis para uma conversa sem fim.

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