segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Oh, inquieta vida
Inquieta vida que se diverte mergulhada em excessos. Que brinca de arrastar as pessoas por seus fluxos, criando situações inusitadas (ou rotineiras) com as quais: ora vai nos expondo aos encontros, ora nos impondo às despedidas. E nós, reles mortais, a mal nos governar por entre os puxões e empurrões da vida - caminhando, tropeçando e se perdendo - vamos dando um jeito de escrever a própria história com alegrias e desilusões.
Inquieta vida que transformou os encontros em amizades e as despedidas em saudades. Que nos permite construir e reconhecer incontáveis formas de amigos no transcorrer dos anos. Amigos! Muitos passaram e alguns tantos ficaram. Eu fiz amigos de momentos que se evaporaram sem deixar rastro; conquistei amigos eternos e inabaláveis que resistiram às distâncias do tempo e do espaço; descobri amigos merecedores do mais alto crédito e das minhas confidências. Passei por amigos divertidos, de muitas falas e risadas; descobri amigos mutáveis e instáveis como a vida. Encontros e despedidas, e reencontros surpreendentes (com margem de erro de quase nada para mais e para menos).
Inquieta vida que no presente me presenteou com uma amizade alinhavada e costurada de forma incomum, uma amizade falante e de instantes, brilhante como estrela. Porém, diante da perspectiva da amizade se expandir, os ventos sopraram inesperadamente e mudaram o destino sugerido. Sem ter o que fazer, eu me despeço do amigo com um forte e carinhoso abraço, acalentando as esperanças de me maravilhar às impensadas possibilidades da amizade na sequência do porvir. Sentirei saudades, bem sei, mas sabe-se lá, por onde ainda viajarão as amizades em nossas andanças ao tempo futuro? Oh, inquieta vida...
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