sexta-feira, 13 de julho de 2012

Necessário



Assumo desde já que estou ficando careta, incompreensiva, radical, e cada vez mais intolerante ao quesito “uso de bebida alcoólica”.

Tenho verdadeira ojeriza ao ver um adulto embriagado falando com a língua enrolada ou exalando horroroso bafo de bebida; sinto uma grande tristeza ao me deparar com um jovem equilibrando o corpo sobre os pés em falsos por causa do excesso de álcool; assim como uma pena infinita por todos os que perderam a vida em acidentes pela efêmera felicidade promovida pelo álcool.

Abomino o abuso de bebida alcoólica que jovens e adultos e idosos fazem, sem a menor noção do que seja efetivamente “prazer”! Anestesiar o corpo ou maltratá-lo sem mais nem por que não é prazer, é insanidade. O uso contínuo e indiscriminado do álcool acarreta, no mínimo, problemas sociais, afetivos e clínicos. E não pequenos.

Gosto de cerveja e venho aderindo ao consumo de cerveja sem álcool. Gosto pouco de vinho, mas tenho apreciado bastante os sucos de uva, em especial os de uva branca. Espumante para um brinde, sim, um cálice! E uma caipirinha à beira da praia, talvez, talvez.

Diante do exposto, me solidarizo de corpo e alma ao trabalho que algumas de nossas escolas particulares e parte da sociedade vêm fazendo em relação ao álcool e as festas de formaturas de jovens escolares. Hoje existe um “Fórum Permanente de Prevenção ao Uso e à Venda de Bebida Alcoólica por Criança e Adolescente” com objetivo de atuar na prevenção através da conscientização das famílias e da sociedade sobre o problema que já pode ser considerado de saúde pública.

Jovens e crianças tem sido precocemente inseridos e estimulados ao uso de bebidas alcoólicas, e frequentemente com anuência dos familiares adultos. A venda de álcool para menores de 18 anos está proibida, porém “a concentração” antes das festas, na casa dos jovens festeiros, tem sido regada a muita bebida de álcool.

Felicidade e comemoração não são sinônimas de bebida alcoólica; autoafirmação é mais eficiente diante de outros recursos; e alegria pode ser obtida e com bastante êxito pela liberação de endorfina. Então, que as pessoas festeiras aproveitem para dançar e conversar muito. E os tímidos, não ingiram álcool, respeitem-se no jeito de ser e vão se soltando devagarzinho.

Precisamos mudar, necessitamos evoluir, devemos agir. E aqui, falo por mim:

Quero álcool zero no trânsito. Quero adolescente bebendo refrigerante em festas. Quero pais conscientes de suas responsabilidades diante da necessidade de impor limite ao jovem. Quero adulto sendo modelo de alegria e felicidade desassociando as emoções positivas ao condicionado uso de bebidas alcoólicas. Quero ser referência de saúde e bem estar aos jovens do meu pequeno universo. Quero fazer a minha parte contra os prejuízos e sofrimentos testemunhados decorrentes do uso descomedido do álcool. Quero me somar a essa campanha de restrição total do uso de álcool nas festas e pré-festas de crianças e adolescentes.

Defendo a mudança profunda. Sim, estou sendo radical, mas é necessário!




Um comentário:

  1. olá Rosa!!!

    Concordo totalmente com todas as tuas palavras...inclusive estou enviando teu texto para algumas amigas....

    bjo
    Berê

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