Desde ontem sinto enorme
tristeza apertando no peito. Acompanhei lamentável episódio ocorrido no colégio
que estudei e amo tanto, no colégio que meus filhos mais velhos estudaram, e
onde o meu filho caçula ainda estuda.
Ontem jovens alunos do terceiro ano do ensino
médio, incontidos desde o início da semana, agrediram e humilharam jovens
colegas de outras séries e idades, lesionando física e moralmente uma menina do
primeiro ano do ensino médio que, lamentavelmente no instante errado, saía da
escola. Podia ter sido com o meu filho, ou com o seu, mas foi com a filha de
outros pais, e que hoje correm aos médicos e hospitais para minimizar o
prejuízo físico provocado gratuitamente. E a dor moral? Talvez a menina precise
de acompanhamento psicoterápico no futuro por causa disso.
E tudo, por quê? Humilhar e
machucar o outro realmente são comportamentos divertidos? Para quem? Para os
pais que correm a salvar a integridade física e emocional da filha? Ou
para a jovem que sente a dor pela agressão incompreendida?
Como absorver? Como reagir?
Estou triste e desconsolada. Não quero ficar na alienação do silêncio,
embora eu ainda não saiba bem o que fazer.
Por isso, o que me ocorre é pedir aos pais que têm jovens transbordando
energia e rebeldia, que os olhem de perto, que os ouçam nos pedidos por limite,
que reafirmem seus papéis de autoridade para que eles não estejam na relação dos
agressores. E se não houver agressor, também não haverá agredido.
Desde ontem sinto enorme
tristeza pela dor de uma menina e de seus pais.
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