sexta-feira, 8 de março de 2013

Nossos jovens filhos passando dos limites


Desde ontem sinto enorme tristeza apertando no peito. Acompanhei lamentável episódio ocorrido no colégio que estudei e amo tanto, no colégio que meus filhos mais velhos estudaram, e onde o meu filho caçula ainda estuda.

 Ontem jovens alunos do terceiro ano do ensino médio, incontidos desde o início da semana, agrediram e humilharam jovens colegas de outras séries e idades, lesionando física e moralmente uma menina do primeiro ano do ensino médio que, lamentavelmente no instante errado, saía da escola. Podia ter sido com o meu filho, ou com o seu, mas foi com a filha de outros pais, e que hoje correm aos médicos e hospitais para minimizar o prejuízo físico provocado gratuitamente. E a dor moral? Talvez a menina precise de acompanhamento psicoterápico no futuro por causa disso.

E tudo, por quê? Humilhar e machucar o outro realmente são comportamentos divertidos? Para quem? Para os pais que correm a salvar a integridade física e emocional da filha?  Ou para a jovem que sente a dor pela agressão incompreendida? 

Como absorver? Como reagir? Estou triste e desconsolada. Não quero ficar na alienação do silêncio, embora eu ainda não saiba bem o que fazer.  Por isso, o que me ocorre é pedir aos pais que têm jovens transbordando energia e rebeldia, que os olhem de perto, que os ouçam nos pedidos por limite, que reafirmem seus papéis de autoridade para que eles não estejam na relação dos agressores. E se não houver agressor, também não haverá agredido.

Desde ontem sinto enorme tristeza pela dor de uma menina e de seus pais.

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