sábado, 7 de setembro de 2013

Acasos



Hoje sou nadadora por puro acaso. Conheci Brasília e a Turquia também por acasos da vida. Atuo na área do envelhecimento por manobras do destino. E assim, percebo que forças alheias conspiraram a meu favor na direção de importantes realizações que realçam a minha existência. O acaso mostrou a direção, e eu fiz os esforços para concretizar as conquistas.
No trajeto da vida enxergo conjuntos de acasos incitando rumos. Naturalmente tomei e tomo decisões, mas sim, os acasos têm sido marcantes para eu ser quem sou e ter a vida que levo. Um segundo a mais ou a menos, em tantas ocasiões, teria sido suficiente para mudar radicalmente os fatos e os meus encaminhamentos.
Diante das circunstâncias, decorrente de opções ou por falta delas, voltei a trilhar caminhos já desprezados por me parecerem ultrapassados. Depois de uma temporada fora, retornei à cidade e ao antigo trabalho descortinando novas e excepcionais perspectivas. Inesperada virada.
Brincando de explorar os mistérios da comunicação, fui surpreendida com o despertar de habilidades e o renascer do afeto tamborilando no peito: romance, aventura, roteiros e quiçá publicações.
Realizando sonhos adiados, mergulhei nos mistérios da imagem registrada, mesmo que em rasas águas; tenho ampliado a rede de relacionamentos escancarando portas para a visibilidade e o reconhecimento enaltecedores. Realizando sonhos invisto em amigos e encontro amores. Acasos bem vindos.
E nas ocasiões em que os acasos me deram uma rasteira, me jogaram ao chão e me escureceram os horizontes, confesso, com esforços dobrados conheci o limite das minhas forças, agucei meus sensores e descobri novas formas de enxergar:  amadureci. Inesperadas viradas. 
Acasos bem vindos!


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