Hoje sou nadadora por puro
acaso. Conheci Brasília e a Turquia também por acasos da vida. Atuo na área do
envelhecimento por manobras do destino. E assim, percebo que forças alheias
conspiraram a meu favor na direção de importantes realizações que realçam a minha
existência. O acaso mostrou a direção, e eu fiz os esforços para concretizar as
conquistas.
No trajeto da vida enxergo conjuntos
de acasos incitando rumos. Naturalmente tomei e tomo decisões, mas sim, os
acasos têm sido marcantes para eu ser quem sou e ter a vida que levo. Um
segundo a mais ou a menos, em tantas ocasiões, teria sido suficiente para mudar
radicalmente os fatos e os meus encaminhamentos.
Diante das circunstâncias, decorrente
de opções ou por falta delas, voltei a trilhar caminhos já desprezados por me parecerem
ultrapassados. Depois de uma temporada fora, retornei à cidade e ao antigo trabalho
descortinando novas e excepcionais perspectivas. Inesperada virada.
Brincando de explorar os
mistérios da comunicação, fui surpreendida com o despertar de habilidades e o renascer
do afeto tamborilando no peito: romance, aventura, roteiros e quiçá publicações.
Realizando sonhos adiados,
mergulhei nos mistérios da imagem registrada, mesmo que em rasas águas; tenho
ampliado a rede de relacionamentos escancarando portas para a visibilidade e o reconhecimento
enaltecedores. Realizando sonhos invisto em amigos e encontro amores. Acasos bem vindos.
E nas ocasiões em que os acasos
me deram uma rasteira, me jogaram ao chão e me escureceram os horizontes, confesso,
com esforços dobrados conheci o limite das minhas forças, agucei meus sensores
e descobri novas formas de enxergar: amadureci. Inesperadas
viradas.
Acasos bem vindos!
Acasos bem vindos!
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