sábado, 14 de setembro de 2013

Mudanças


Faz algum tempo que escrevo predominantemente sobre minhas inspirações viajantes. Hoje, porém, tratarei de tema mais conectado aos fatos da nossa existência.

Nem todos sabem, mas a população do nosso país, já de longa data, era mais feminina do que masculina. Não que nascessem mais mulheres do que homens, é que o gênero masculino registrava maior índice de mortalidade desde a primeira infância por problemas na saúde. E, a partir da adolescência, ficava mais exposto à mortalidade decorrente dos acidentes de trânsito e das armas de fogo. No entanto, a realidade levantada pelo IBGE aponta para mudanças.

O Brasil hoje já é mais masculino, pelo menos até os trinta anos de idade da população. E tende a ficar mais masculino ainda em menos de dez anos. A projeção é de que os homens estarão em maior número até a meia idade, o que quer dizer, lá pelos cinquenta anos. Meninas e meninos fiquem espertos, muita coisa vai mudar em nossas vidas, e é para breve. Mesmo assim, o gênero feminino será mais numeroso a partir da velhice. E a esperança de vida dos brasileiros ultrapassará os noventa daqui a trinta anos. (Iuhuu!!!)

E qual a importância disso tudo? Naturalmente junto a essas mudanças também virão outras, como mudanças no comportamento e nas relações afetivas, sem contar todas as outras modificações possíveis relacionados à economia e à política e à saúde e à sociedade e etc.

Tenho apreensões. Sinto curiosidade quanto ao futuro. Fico pronta para gracejar com os rapazes. O fato do aumento da população masculina é recente e ainda não o percebemos efetivamente, pois a vida anda apressada e nós acelerados atendendo urgências - mal conseguimos acompanhar as notícias em manchetes. Mas a verdade é que logo, logo sentiremos a repercussão destas alterações em nosso cotidiano.

Como será que homens e mulheres se comportarão diante de uma sociedade mais masculina? Esta desigualdade dos gêneros influenciará na dança do poder subjetivo e objetivo? A favor ou em detrimento de qual dos lados? Como serão vividos os vínculos afetivos diante da desproporcionalidade de gêneros? E a sexualidade? E como a velhice feminina se comportará? Será comum o acasalamento entre homens jovens com mulheres mais velhas? (Espero que sim, eu gosto disso!)




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