terça-feira, 3 de dezembro de 2013

DOCE


Pensei num bombom.

Desejei um bombom.

Mas qual nada,

a recordação me trouxe o beijo.

Ah, que doçura de beijo.

Mais cremoso que o melhor chocolate belga.

Mais inebriante do que o melhor

dos melhores licores portugueses.

O beijo sapecado uma, duas, três,

numa última vez,

entregou-se com maciez aos meus lábios,

devassando ternamente minhas censuras

procurando meus segredos.

Irresistível beijo que ousou sem atrevimento

buscar meus sentimentos.


O beijo se perdeu do tempo e ficou.

Perdeu-se da formalidade e despiu-se.

E sem reservas acarinhou o rosto,

deslizou sobre a pele,

e alcançou a alma. Ah, que beijo.

Tão inesperado

tão afogueado fazendo declaração.

Sugando aprovação,

seduzindo cumplicidade,

provocando os caprichos da imaginação.

Beijo menino brincou e brincou

e adormeceu em mim. Coladinho em mim.

Meigo, doce. Inesquecível.

 

 

 

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