Pensei
num bombom.
Desejei
um bombom.
Mas
qual nada,
a recordação me trouxe o beijo.
Ah,
que doçura de beijo.
Mais
cremoso que o melhor chocolate belga.
Mais
inebriante do que o melhor
dos
melhores licores portugueses.
O
beijo sapecado uma, duas, três,
numa
última vez,
entregou-se
com maciez aos meus lábios,
devassando
ternamente minhas censuras
procurando
meus segredos.
Irresistível
beijo que ousou sem atrevimento
buscar
meus sentimentos.
O
beijo se perdeu do tempo e ficou.
Perdeu-se
da formalidade e despiu-se.
E
sem reservas acarinhou o rosto,
deslizou
sobre a pele,
e
alcançou a alma. Ah, que beijo.
Tão
inesperado
tão
afogueado fazendo declaração.
Sugando
aprovação,
seduzindo
cumplicidade,
provocando
os caprichos da imaginação.
Beijo
menino brincou e brincou
e
adormeceu em mim. Coladinho em mim.
Meigo,
doce. Inesquecível.
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