sábado, 10 de maio de 2014

Mãe


Mãe! É a minha.

 

Sim, mãe também sou eu, mas no momento o termo ‘mãe’ leva o pensamento a resgatar a figura da minha mãe. Como posso descreve-la? E homenageá-la? Como dizer do imenso amor que sinto por ela, e que ela bem sabe, usando o tão amplo e maravilhoso recurso das palavras? Efetivamente, não há adjetivo simples ou composto, primitivo ou derivado, que consiga dar conta, minimamente, das qualidades que exprimem o universo de sentimentos que pulam no peito pela minha mãe. Parece pueril? Quase ridículo uma senhora na porta da velhice referir-se à sua mãe dessa forma? Mas junto à minha mãe serei sempre a sua menina, uma das suas “bruxinhas”, independente de que eu esteja com sessenta ou setenta anos.

 

Quantas vezes eu brinquei com meu filho caçula dizendo que a melhor mãe do mundo é a minha? E ele retrucava falando que a mãe dele era a melhor. E eu rebatia: “a minha mãe é a melhor porque foi ela quem fez a mãe de vocês, e ensinou a ela ser a boa mãe que é.” E ele se divertia  procurando enaltecer as minhas virtudes. E a brincadeira terminava com muitos abraços e beijos e amassos de carinho. Os mesmos abraços e beijos e carinhos que sempre me derreti recebendo, e oferecendo à minha mãe ao longo dos tempos. E que me derreterei a supri-la na nossa velhice e por todo o tempo em que estivermos juntas nesta dimensão da vida. E eu sei, cá para mim, certo e cristalino: jogava com meu filho, mas com a mais pura das verdades – a melhor mãe do mundo é a minha!

 

Mãe, minha amada mãe, meu grande apoio e orgulho, minha grande inspiração, grande alegria, e um dos meus maiores incentivos para lutar e buscar a vitória diante de obstáculos e enfrentamentos. Gosto de ser parecidinha contigo, mãe, em tudo quanto é possível - até nos defeitos, que, aos meus olhos, são tão insignificantes e apenas te conferem a condição humana. Acho graça quando imagino que estou ficando surdinha como tu, eu gosto de me perceber esbanjando alegria como tu sempre fizeste e fazes, eu aprecio a tua beleza de valores, de sentimentos e de figura feminina, desde sempre, e almejo ser uma velhinha linda como te vejo ser. Mãe, eu te amo de corpo e alma, e muito além de todos os limites.

 
É cópia, mas é lindo: "Mãe, primeiro e eterno amor." Mil beijinhos à minha mãe.



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