Idosos em festa ou rodízio de comida,
Como nós idosos devemos agir ao sermos seduzidos por rodízios
maravilhosos da nossa comida preferida, ou diante de especiarias e pratos
gourmet em um Buffet livre?
Já é de senso comum que a alimentação desempenha papel
fundamental na saúde dos idosos. Uma nutrição equilibrada melhora a qualidade
de vida, previne um grande número de doenças, mantém a energia corporal, e
contribui para o bem-estar geral.
É superimportante ingerir diariamente proteínas, fibras,
gorduras insaturadas e carboidratos, além de lembrar a hidratação, aspecto de
suma importância, visto que os idosos perdem a percepção de sede. Também é
fundamental que os idosos estejam atentos às quantidades de comida a consumir,
assim como a quantidade de cada uma das propriedades alimentares, visando sempre
a maximizar os seus benefícios.
Mas, especialmente quando saímos para comer fora, é essencial
termos cuidado dobrado com as escolhas alimentares, e com as quantidades ao se
servir (o que nem sempre é fácil), isso para garantir uma nutrição adequada e
equilibrada. Aí eu pergunto, como se comportar bem ao ritmo acelerado e
sedutor de um rodízio de pizza, de massas, ou de churrasco? Ou, como não provar
todas as iguarias, ou todas as sobremesas expostas no Buffet... sem falar na
vontade de repetir o que mais apreciou???
Frequentemente, o pecado da gula se sobrepõe à razão, e a gente
come até passar mal... Vocês acham que eu estou exagerando?
Confesso a vocês que eu tenho bastante dificuldade de
resistir às provocações alimentares em festas, restaurantes de rodízio, e Buffet.
Eu tento ser madura e comer com sensatez, mas, as minhas determinações, de
forma geral, não se sustentam até o final dos eventos. Com frequência eu fico
decepcionada comigo mesma. Por isso, de certa forma, eu tenho evitado um pouco essas
situações, mas também tenho tentado pensar em estratégias para dar conta desse
meu lado infantil e guloso..., pois eu não quero perder, ou prejudicar, o meu
auto-cuidado.
Aqui, então, vão algumas dicas pensadas para serem
experimentadas e avaliadas, além das dicas que eu já estou implementando nas ocasiões festivas:
Uma dica prática é solicitar um prato menor para se servir,
e ir de pouquinho em pouquinho, talvez até, escolhendo um preparo de base mais
nutritiva, deixando os petiscos mais para o final. E quando possível, dar um
tempinho antes de pegar outra porção.
Outra dica pode ser já entrar no rodízio, por exemplo, com
uma estratégia definida, tipo, escolher de antemão os sabores, ou os tipos de
pratos ou de carnes que se quer comer. Assim, o que não forem as escolhas predefinidas,
já serão refutadas automaticamente.
Acredito que sempre é positivo solicitar ao garçom que ele dê
uma pausa, que ele não traga mais nada enquanto a gente não sinalizar. Ajuda
muito dar uma respirada, conversar um pouco entre as rodadas, esperar uns
minutos para ver o quanto já estamos saciados. E, depois, se ainda houver
apetite para continuar, é conveniente se servir com calma, se concentrar nos
sabores, e deixar o restante para depois. Ou para a próxima vez, com certeza haverá
de ter uma outra vez... Talvez isso contribua a minimizar o desequilíbrio da
comilança.
Naturalmente
que as exceções não prejudicam muito, porém, se os eventos se sucedem no curto tempo,
os cuidados se fazem necessários. Ninguém merece comer até passar mal.
Ainda assim, se no seu cotidiano a alimentação estiver
equilibrada; se você estiver sendo acompanhado por um profissional para
maximizar os efeitos dos grupos alimentares adequadamente dispostos; se estiver se hidratando bem, mesmo sem sede ou no inverno; se estiver se
exercitando com caminhadas ou na academia; é possível que um tropeço não evolua para uma
queda!!!
De qualquer forma eu recomendo, cuidar dos tropeços pode
impedir as quedas e os consequentes prejuízos. Cuide-se sempre.
O nosso corpo dá sinais, ouça-os.
Respeite os seus limites,
inclusive na hora de comer. Pequenas correções podem trazer avanços
significativos. Não desista de você, mesmo diante de um brownie escorrendo
chocolate.