domingo, 10 de julho de 2011

LÁGRIMA DANADA



Última lágrima já rolou
E atrás dela outra
Insiste em derramar.
Que desacato, já dei o ultimato
E mais uma lágrima insiste
Em desobedecer, e a me enfrentar?

A danada segue certo o caminho
Já trilhado pelas irmãs.
Tão bobinha, perdendo-se
No rio de lágrimas a desaguar
E sumir na palma da minha mão.

Fazer o quê para a lágrima conter?
Nem sei se é dor ou se vício
O chorar incessante 
Em que temo me afogar.

Apenas sei que meu pranto
Desrespeita meu mando,
Que me vejo tão sem comando
Diante da última lágrima que ousa
Afrontar-me. Derreter-se.
E esvaziar-me.

Ah, lágrima danada, que não me deixa!
É a saudade que cantas em minhas faces?
Sei, queres que eu chame aquele homem,
Que lhe aceite o jeito e a ajuda.
Queres que ele venha estancar a saudade
Feita em corredeiras sem fim.
Ah, lágrima danada, sei que paras
De me atormentar, se eu a ele for chamar.


Nenhum comentário:

Postar um comentário