terça-feira, 2 de agosto de 2011

SOL DE INVERNO

O sol acordou sonolento, preguiçoso e bem mais tarde que o usual.  O dia estava com cara de noite, olhar tristonho e encarangado de frio, quando o sol bocejante desejou-lhe “bom dia”.
Sorrindo travesso o sol soltou uma baforada de calor sobre o dia, iluminou o tempo e se pôs a brincar com tudo quanto via: fez sombra com as árvores, escondeu-se atrás das nuvens, mudou de lugar na passagem do tempo, e esquentou os encasacados. O sol brindou alegre às pessoas que iam trabalhar ou estudar, ou alguns, como eu, mesmo no frio, que iam nadar.
 O sol maroto provocou o dia, dia todo, afirmando que o carregaria junto, tão logo cansasse de brincar. E não adiantaria ao dia fugir antes da hora, pois o sol prometia tornar dia a noite que deveria chegar.
Mas, qual nada, o sol danado de tanto brincar, cansou antes da noite chegar. Sonolento e preguiçoso, o sol se recolheu bem mais cedo que o usual, e deixou que o dia se entendesse com a noite que não queria tão cedo voltar.


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