Vitória de todos e para todos.
Vigorar o Estatuto do Idoso não é só um direito conquistado por quem vive o tempo que ultrapassa a aposentadoria. É uma vitória do povo brasileiro.
Penso que seja obrigação exigir e defender os direitos de cidadão em qualquer tempo e idade. E cabe a todos nós, jovens, adultos e idosos, cuidar dos direitos de quem cumpre suas obrigações. E, zelar pelos direitos dos idosos, independente do momento de vida em que estamos, é assegurar a justiça, a humanidade, a solidariedade, o amor e, sobretudo, a vida. E como há vida depois dos sessenta! Porém, de pouco adianta uma vida segregada, desrespeitada e abandonada.
Enquanto nos mantemos distantes do assunto, negando nossa própria pretensão de viver o tempo com a elasticidade que a ciência nos torna possível, podemos estar discriminando no presente e construindo nosso amargo futuro.
O idoso é um indivíduo que acumula anos de experiência, que traz consigo uma bagagem de conhecimentos e vivências intelectuais, emocionais e afetivas não encontradas em programa de computador algum. É história viva! O idoso dos nossos dias é um desbravador, expondo-se pela primeira vez à longevidade coletiva. Sem referências, frequentemente sentindo-se perdido - ora inseguro, ora firme - vai abrindo caminho para as gerações seguintes. Por vezes, nem ele sabe o que quer ou pode, mas está na batalha da vida, como nós. O idoso tem potencial a ser descoberto por ele próprio e pelos demais, pode ser produtivo e criativo. Também gosta do lazer, da recreação e do ócio, como qualquer outra pessoa. O idoso tem muito para aprender e, mais ainda, para ensinar. E precisa ter assegurado seus direitos para exercer com êxito suas capacidades e sua missão até o fim.
A vida é processo evolutivo e a cada etapa têm-se ganhos e perdas, direitos e obrigações. A vida se expande, e com este prolongamento temos que nos descobrir como indivíduos, como comunidade, e como sociedade; há muita coisa nova e faltam-nos modelos de referência. A vida é desafio; o envelhecer desafio dobrado. No entanto, com dignidade fica bem mais fácil enfrentar o presente e o futuro. Por isso, lembrar a existência do estatuto do idoso é reconhecer a vitória dos idosos. É, sem dúvida alguma, brindar a grande vitória da sociedade brasileira. É, acima de tudo, chamar a atenção ao passo de uma caminhada que não deve e não pode parar.
Parece que ahora puedo estar tranquilo,podemos cambiar el rumbo de nuestras historias,más que probable,estoy seguro Rosa.
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