sexta-feira, 2 de setembro de 2011

ESTRANHO



Estranhos à volta, tanta gente
Ocupando espaços, cruzando por mim
Nas ruas, nos mercados, nesta existência
Desconhecidos sentados ao meu lado
Num contínuo revezamento de corpos
No trem do tempo que percorre a vida.

Tem gente à volta, ausente,
Ocupando espaço, parando em mim
No corredor, no quarto, na cozinha,
Gente sentada ao lado, deitada sobre
No sofá, na cama, na vida.

Estranho! Sempre foste pessoa estranha, alheia,
Um desconhecido estacionado na minha vida!





Nenhum comentário:

Postar um comentário