Noite dormida. Completa!
Acordei sonolenta, o dia estava cinza.
Em redor muitos tons de cinza espalhados
Nos lençóis, roupas, quadros e paredes.
Através da janela o sol e o vento estavam cinza.
E eu vi minha cinza imagem no espelho.
Sobressaltada e oprimida pelo invasivo cinza
Voltei à cama, fechei os olhos. Cinza!
Apertei e esfreguei e retornei abrir os olhos:
De novo cinza. Cobri a cabeça, tentei dormir,
E os pensamentos ficaram cinza.
Gritei horrorizada e o grito saiu em cinza.
Tive medo, me encolhi, e chorei.
Abraçada às pernas, cabeça sobre os joelhos,
Chorei, solucei, engasguei, quase desmaiei.
Gastei as lágrimas, perdi o fôlego, me exauri.
Abandonada, ali caída e inerte fiquei. E fiquei!
Lentamente espiei por uma frestinha do olhar
Enxerguei matizes do cinza escorridos,
Lambuzados sobre a imagem chapada da vida
Da minha vida. E, por de trás dos borrões,
Havia luz! Muitos fachos de luz. Eu vi!
Foi aí que eu acordei para valer.
adorei este blog que conheci atraves do zero hora. sempre dou uma passadinha por aqui. muito bom mesmo
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