Final de semestre. Ufa!
Os formandos universitários aliviados com a entrega e diante da aprovação de seus TCCs (Trabalho de Conclusão de Curso) estão prontos para ingressarem no mercado de trabalho nas profissões escolhidas. Penaram em projetos e pesquisas, revisões bibliográficas e conclusões, e muitos deles surpreenderam as bancas avaliadoras com trabalhos belíssimos e dignos de destaque, sugerindo carreiras promissoras aos dedicados estudantes.
Li alguns TCCs de alunos da Educação Física da Unisinos, dos quais pincei um, dentre os bons trabalhos vistos, para comentar e prestigiar, embora o tema não se relacione diretamente ao que me dedico. Mas a rede da vida interliga todas as nossas questões.
Natália Coelho analisou o uso de jogos tecnológicos com relação ao desenvolvimento motor da criança dos primeiros anos escolares. Considerando que a tecnologia absorve tempo e atenção, e muitas vezes é tida como vilã, o estudo quis saber a influência do entretenimento no desenvolvimento motor da criança. Constatou que o uso frequente da tecnologia, por si só, não prejudica a aquisição de habilidades motoras fundamentais como correr, saltar, arremessar, rebater, chutar e outras, pois as crianças também brincam em espaços abertos tanto em casa como na escola. Porém, identificou a preferência por parte de pais pelo exercício de atividades calmas para os filhos, visando que eles não se machuquem, adoeçam ou se agitem demais, além de que fiquem ao alcance dos seus cuidados. Percebeu também que há raros profissionais da educação física nas escolas públicas nos anos iniciais do ensino fundamental. Assim sendo, o amadurecimento motor cumpre-se, embora as crianças apresentem desenvolvimento motor em estágio inferior ao esperado para a idade. Natália concluiu que a atividade física merece maior atenção dos gestores da educação, e real conscientização para a importância do desenvolvimento motor à saúde do homem.
E a curiosidade é que a cultura do futebol efetivamente se evidencia, pois chutar é a habilidade que as crianças apresentam o maior índice de desenvolvimento.
A Natália está de parabéns, realizou excelente trabalho. E mais, o estudo suscita reflexões e questionamentos. Sem me estender nem me aprofundar, faço aqui algumas breves e simples perguntas, e as deixo voar à sua direção:
Qual a importância de saber correr, saltar, arremessar, rebater, chutar e outros para o desenvolvimento do indivíduo e seu futuro?
Horas dedicadas ao corpo podem prejudicar as aquisições intelectuais e o acompanhamento da evolução tecnológica?
Quais os cuidados que devemos ter com o nosso corpo para evitarmos machucados e doenças?
Por que um educador físico se justificaria na vida de criança tão pequena? Na vida dos adolescentes? E na vida do adulto? Do velho, também? Por que pensar em um profissional da educação física acompanhando a nossa trajetória evolutiva?
Poderia ir muito além, mas o que me intriga, mesmo, é por que o Estado dá tão pouca importância à formação integral da população sob seu cuidado, se isso é dever, é prevenção, é saúde, é economia, é humanidade?
Olá Rosa Helena. Obrigada pelo prestígio do meu trabalho. É nestas horas que podemos ver que todo o esforço e dedicação valeu a pena. Adorei seu blog! Beijos
ResponderExcluirNatália, foi um prazer ler o teu tcc. Concluíste uma etapa e agora inicias outra. Te desejo todo o sucesso no teu novo começar. E ficarei sempre muito feliz se puderes também prestigiar o meu blog, dando uma espiadinha nele,vez que outra. Bjn
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