Música, muita música
tocando na sala por conta da adolescência incendiando no corpo e na alma do meu
amado filho, enquanto isso, eu leio e escrevo e trabalho no computador na peça ao lado.
Nossos mundos se entrelaçam de forma criativa - eu aprendendo a gostar do gosto
musical do jovem remanescente da casa, ele aprendendo a criticar meus textos com o seu olhar juvenil mediante minhas solicitações.
E a juventude
adolescente dele vai transitando pelo ar da casa, ocupando espaços no sofá, na
cozinha e pelos quartos, e me impregnando permanentemente desta juventude que
não consigo nem quero abandonar. O filho adolescente reaviva minha
eterna adolescência cutucando meu lado roqueiro e sonhador e transgressor e. Sem
que eu precise abandonar meu lado adulto.
Música, muito rock
tocando pela casa por conta da adolescência incendiando corpos e almas
de filho e mãe, enquanto trocamos comentários e sensações, ele lá e eu cá, e
nós juntos, cada qual fazendo as suas coisas. Ele conversa com a namorada pela
internet e eu continuo a trabalhar no computador, ambos ao som da melhor música
do Festival Lollapalooza. “Filho, estou adorando esta banda, acho melhor do que
a anterior.” “Eu achei que gostarias mais desta, mãe, a outra banda toca um
rock mais pesado.” E seguimos juntos, crescendo em nossas vidas conforme
nossas necessidades e infortúnios.
Meu filho me alegra com
suas músicas, me rejuvenesce. Eu estimulo meu filho à cooperação e ao
posicionamento crítico, ele amadurece. E hoje nós curtimos o Lollapalooza,
juntos, cada um na sua.
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