sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

CARTA


Em resumo, se compreendi bem,
dizes que de mim
não ganhas atenção
não consegues receber ajuda
não sabes poder contar.
Além de me pensares hipócrita.
Desculpa,
creio que as lentes dos teus óculos
cometeram a gafe de focar
o ser de outra pessoa.
E eu, meio desligada,
peguei na mão da pessoa errada.
Assim sendo, melhor esclarecido,
vou cuidar do que é meu,
pois os problemas não me faltam.
E tu certamente disporás de algum anjo
(com curvas na letra do nome de mulher
como no grande e farto corpo)
a te socorrer.
Tal bondosa criatura,
que de tudo entende e há de fazer,
melhor atenderá
a todas, e mais algumas,
das tuas necessidades de cuidado.
Ah! Satisfaz-me saber não sentires rancor
pelas falhas que possuo, que
no tempo de convivência, suportaste.
Asseguro, também,
de ti não guardar rancor algum
por teus ditos, e em como foram ditos,
pois eu nasci e vivo para entender.
Desse modo, vou saindo de mansinho
a zelar pelo que é meu: Eu!
Agradeço a companhia na caminhada,
lembrando que daqui dispenso  auxílio
e qualquer tipo de paparico.


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