Sob o sol escaldante do verão
A umidade do ar sumiu
Enxugaram-se os açudes e rios
Secaram os pensamentos,
Expressos apenas por fios,
E os sentimentos murcharam.
Corpos humanos desidratados
Por seus infinitos poros choraram
À morte de lavouras e animais.
E sob o sufocante calor do verão
Sofremos a sede que engrossa a saliva
Queima a garganta e encarquilha
A pele, as pessoas e as relações.
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