sábado, 21 de janeiro de 2012

FUGI!


Surpresa ante a correnteza das palavras e ao discurso em chamas
A cascata de queixas surgiu na calmaria de um lago doidivanas.
Os ouvidos incrédulos sustentaram os olhos vidrados e apáticos
Enquanto o cheiro era de outra história estéril, de abraços inóspitos.
E àquele gosto ardido, tão conhecido, dos ácidos beijos
Infiltrou-se a exaustão por me terem depósito dos lixos alheios.
Sem o que pensar nem o que fazer, armei o salto, ainda terçã
Mergulhei no silêncio dos pensamentos e nadei ao amanhã.
Fugi querendo o mar, amando o mar, querendo amar.

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