Sentei-me diante do computador com o firme propósito de ser concisa. Recebi alguns pedidos para ser breve em meu texto. Não prometo sempre, mas hoje tentarei dizer sem me estender.
A ideia é discorrer sobre as oportunidades que temos na vida, mesmo quando elas nos parecem inoportunas.
Outro dia, dando acolhimento à dor de uma jovem amiga que sofria pela doença do pai, ouvi-la dizer que o episódio deixou-a tão desestruturada, que não se reconhecia nela mesma. Foi ao seu relato que emiti minha opinião: “A vida é aprendizado o tempo todo, a cada experiência podemos nos desenvolver e evoluir.” As poucas palavras repercutiram sobre a provável autocensura embutida no desabafo, e apaziguou, pelo menos momentaneamente, aquele turbilhão de emoções a roubar-lhe as energias.
Desejo de coração que ela guarde a sensação de conforto que tais palavras lhe provocaram, e consiga usá-las em momentos difíceis futuros.
A verdade é que diante da felicidade e da calmaria nossas oportunidades são menos provocativas, e nossa tendência é olhá-las com complacência. É diante do caos que temos nossas melhores oportunidades; é quando somos desafiados efetivamente e, por isso, concentramos todas energias para superar nossas limitações. Pois, é por efeito da desacomodação que prosperamos.
Então, são nas situações mais inoportunas que encontramos nossas mais fortes oportunidades para reação e evolução. Podemos chorar, mas não devemos deixar de lutar.
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