Amigo querido imagine comigo:
Um cheiro dançantemente apetitoso
Uma cara coloridamente apetitosa
Um gosto apetitosamente saboroso.
Como resistir a sedução de um cardápio
Repleto de comidinha insinuante e provocativa,
Prerrogativa da refeição guarnecida de delícias,
Quando se está faminto, ávido pelo prazer da gula?
Como não cair no exagero de querer tudo devorar?
Pois ao tatear no corpo as gordas dobras desbeiçadas
Excessos acumulados através de alguma negra magia
Ouvi a voz da sabedoria, discreta, me responder:
Aspire fundo o aroma e olhe a beleza do alimento.
Retenha essa sensação de prazer.
A comida não irá fugir!
Não tenha pressa em ingerir, sinta o gosto antes de provar,
Experimente o êxtase já ao salivar. Depois mastigue bem
E ao engolir devagar, aprecie separada e misturada
Cada uma das maravilhas. Fique muito calma.
A comida não irá fugir!
Sinta a satisfação crescendo ao paladar saciado de prazer.
E deixe um pouco do gozo para depois. A fome irá voltar.
E a comida não irá fugir!
Ah, meu amigo, será isso um castigo? O alerta de um perigo?
Ou a solução em índigo?
Explodir de prazer? Já vi, não há de ser por aqui!
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