Doce senhora com empertigado ar fidalgo
Debruçada ao peitoril por horas e horas a fio
Põe-se com o olhar parado em outro tempo
Sorrindo discreto ao prazer sem encalço
Alheia a todo e qualquer estímulo do agora
Arrumada a fazer bonito em qualquer palco
Febril não sente o vento no rosto fazer-lhe frio
Tem na janela dos olhos o seu passa(do)tempo
Talvez a ver-se graciosa com os pés descalços
A sentir mais uma vez o terno beijo de outrora
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