Sinto falta do nosso silêncio!
Não o encontro na luz do dia
Nem mais no breu da noite fria,
Mas vou acender doce incenso
E procurar o reservado silêncio.
Pessoas diversas falam comigo
Vozes ruidosas falam sozinhas
Ouço até conversa de vizinhas
Grito e ameaça de algum inimigo
E, cadê o meu silêncio amigo?
Os barulhos misturados são de gente
Cães, máquinas esquisitas e caminhões,
Acidentes em esquinas e construções
Preciso um pouco de silêncio. Urgente.
A paz me foge como a água corrente.
Sinto falta do tempo em pleno silêncio,
Seja o silêncio do campo ou do mar
Silêncio do ar ou do pássaro a voar.
Busco na serenidade da hora em silêncio
Submergir no meu eu solto e intenso.
Epílogo
Ao silêncio os meus sentidos livres se aguçam;
Vibro amor e me perco nas travessuras da paixão
Derreto ao ardente beijo e no arfar da respiração,
Cintilo de prazer à dança dos corpos que se buscam!
No silêncio, sou o meu melhor em criativa evolução.
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