terça-feira, 24 de abril de 2012

NO SILÊNCIO





Sinto falta do nosso silêncio!

Não o encontro na luz do dia

Nem mais no breu da noite fria,

Mas vou acender doce incenso

E procurar o reservado silêncio.



Pessoas diversas falam comigo

Vozes ruidosas falam sozinhas

Ouço até conversa de vizinhas

Grito e ameaça de algum inimigo

E, cadê o meu silêncio amigo?



Os barulhos misturados são de gente

Cães, máquinas esquisitas e caminhões,                          

Acidentes em esquinas e construções

Preciso um pouco de silêncio. Urgente.

A paz me foge como a água corrente.



Sinto falta do tempo em pleno silêncio,

Seja o silêncio do campo ou do mar

Silêncio do ar ou do pássaro a voar.

Busco na serenidade da hora em silêncio

Submergir no meu eu solto e intenso.













Epílogo

Ao silêncio os meus sentidos livres se aguçam;

Vibro amor e me perco nas travessuras da paixão

Derreto ao ardente beijo e no arfar da respiração,

Cintilo de prazer à dança dos corpos que se buscam!

No silêncio, sou o meu melhor em criativa evolução.






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