“Não sabendo que era impossível ele foi lá e fez”, Jean Cocteau;
“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”, Clarice Lispector;
“Uma fealdade e uma velhice confessada são, a meu ver, menos velhas e menos feias do que outras disfarçadas e esticadas”, Michel de Montaigne;
“Rápido e rasteiro - vai ter uma festa, que eu vou dançar até o sapato pedir pra parar. Aí eu paro, tiro o sapato, e danço o resto da vida”, Chacal;
“A vida sorri para quem sorri para ela”, Costumo dizer, acredito na força dessas palavras, mas... A quem pertence?
Gosto imensamente de textos, pensamentos, poesias e tudo o mais que contenha forte apelo otimista ou, no mínimo, que tenha uma boa mensagem positiva. Às vezes, quando escrevo, eu mesma fico impressionada com o aparente exagero de otimismo que derramo na minha escrita. Eventualmente, até limpo um pouco a euforia que escorre em uma tentativa de me colocar próxima ao chão. Mas eu sou assim, fácil e rapidamente estou voando por entre nuvens em flocos, branquinhas como só, sentindo o convite dos anjos ao esparramo naquela maciez. Serei eu tão feliz assim? Uma lunática, talvez? Estou a me iludir, ou a quem me vê, ou lê? Ou será que vivo em estado de mania?
Não sei bem como responder a mim mesma, é provável que me componha de tudo isso, e de mais um tanto que não identifique ou reconheça, mas seguramente sou alegre e risonha de família. A energia positiva vem de priscas eras, herança de gerações. Sangue forte que não aceita o ficar estatelado após ter sido derrubado. A reação já é exigência incorporada. Minha mãe hoje, aos 82 anos, ainda repete o que sua avó dizia naquela época: “Kopf nach vorne und nach oben“ (cabeça para frente e para cima). E é justo aí que eu vejo as nuvens! Que meu otimismo peregrino encontra o vigor para sair andando pela vida afora. Enfrentando os obstáculos e encontrando saídas dignas aos percalços; sonhando com um mundo atraente e uma vida estimulante.
Meu olhar pára sempre no doce, e eu adoço um pouco mais a doçura que me seduz. Porém, como o limite é necessário à saúde, estou cuidando dos excessos. (O índice de açucar no sangue está no limite máximo ao aceitável - ou controlo o doce na minha vida ou a diabetes me pega!) E como o limite é necessário à saúde, estou cuidando dos excessos. Apenas controlando os excessos!
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Emoção é nadar à noite com chuva; é completar a equipe no desafio das 24 horas de natação. Gratificação sem tamanho!


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