quarta-feira, 30 de maio de 2012

ENCONTRO





As mãos viajam sôfregas

Ao universo do teu corpo

Saem agitadas do indefinido

Ao toque de pele e pelos

Refazendo teu belo desenho

Em movimentos de puro deleite




Meus dedos bailam sôfregos

Por entre as selvas do teu corpo

Vão seguindo roteiro indefinido

Discernindo a textura dos pelos

Criando arte ao que desenha

Para exceder nosso pleno deleite





As unhas arranham sôfregas

Deixando marcas em teu corpo

Trilhas e caminhos indefinidos

Explorando desertos sem pelos

Inventando formas ao teu desenho

Desejando teu gemido de deleite



 

Nossos olhos encontram-se sôfregos

Eu deslizo sobre teu quente corpo

Entre sons e murmúrios indefinidos

Enroscam-se braços e pernas e pelos

Nossa silhueta se faz em novo desenho

E nos amamos sem precedente deleite




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