As mãos viajam sôfregas
Ao universo do teu corpo
Saem agitadas do indefinido
Ao toque de pele e pelos
Refazendo teu belo desenho
Em movimentos de puro deleite
Meus dedos bailam sôfregos
Por entre as selvas do teu corpo
Vão seguindo roteiro indefinido
Discernindo a textura dos pelos
Criando arte ao que desenha
Para exceder nosso pleno deleite
As unhas arranham sôfregas
Deixando marcas em teu corpo
Trilhas e caminhos indefinidos
Explorando desertos sem pelos
Inventando formas ao teu desenho
Desejando teu gemido de deleite
Nossos olhos encontram-se sôfregos
Eu deslizo sobre teu quente corpo
Entre sons e murmúrios indefinidos
Enroscam-se braços e pernas e pelos
Nossa silhueta se faz em novo desenho
E nos amamos sem precedente deleite
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