sábado, 12 de outubro de 2013

Ainda não somos velhos?


Vejo corpos que se desfiguram pelo descaso, murchando em musculatura e inchando em cinturões abdominais, expondo-se a fatores de risco como o cardiovascular, entre outros. Percebo emoções que se desencantam e choram a autoimagem trincada, deprimindo desejos e prazeres da vida presente e futura. Conheço pessoas que vão se perdendo de si e das boas perspectivas que a longevidade promete.

Caminhar, fazer ginástica e dançar, por exemplo, são exercícios de amor próprio. Quem os faz não cansa mais do que se alegra. Cuidar da alimentação, valorizar a autoimagem com pequenos investimentos, e manter alguma vida social também são expressões de auto amor. Nada disto rouba tempo ou dinheiro indisponível, são apenas singelos comportamentos que suprem a vida de vida. Pequenos movimentos que presenteiam a existência com virtudes e vigor.

A pasmaceira, a alienação de si, ou a autoagressão por ingestão indiscriminada de alimentos (quantidade e qualidade), preenchem a vida de ocos, doenças e frustrações. E aí a longevidade parece perder a graça e o propósito. Queremos viver mais e melhor, mas nada vem com a inércia e sem custo algum. Se isto acontecer, precisamos desconfiar, pode não ser a verdade que queremos e precisamos. Viver é verbo. Viver é ação. Viver pede sentido de ser.

Ainda não somos velhos? Mas ficaremos. Vamos deixar para acordar quando as circunstancias se tornarem mais complexas e difíceis? Ou, hoje já podemos  empreender energia e atenção vislumbrando o amanhã? Mãos à obra, a hora é agora!

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