Vejo corpos que se desfiguram
pelo descaso, murchando em musculatura e inchando em cinturões abdominais, expondo-se
a fatores de risco como o cardiovascular, entre outros. Percebo emoções que se
desencantam e choram a autoimagem trincada, deprimindo desejos e prazeres da
vida presente e futura. Conheço pessoas que vão se perdendo de si e das boas
perspectivas que a longevidade promete.
Caminhar, fazer ginástica e dançar,
por exemplo, são exercícios de amor próprio. Quem os faz não cansa mais do que se
alegra. Cuidar da alimentação, valorizar a autoimagem com pequenos
investimentos, e manter alguma vida social também são expressões de auto amor. Nada
disto rouba tempo ou dinheiro indisponível, são apenas singelos comportamentos
que suprem a vida de vida. Pequenos movimentos que presenteiam a existência com
virtudes e vigor.
A pasmaceira, a alienação de si,
ou a autoagressão por ingestão indiscriminada de alimentos (quantidade e
qualidade), preenchem a vida de ocos, doenças e frustrações. E aí a longevidade
parece perder a graça e o propósito. Queremos viver mais e melhor, mas nada vem
com a inércia e sem custo algum. Se isto acontecer, precisamos desconfiar, pode não
ser a verdade que queremos e precisamos. Viver é verbo. Viver é ação. Viver
pede sentido de ser.
Ainda não somos velhos? Mas
ficaremos. Vamos deixar para acordar quando as circunstancias se tornarem mais complexas
e difíceis? Ou, hoje já podemos empreender energia e atenção vislumbrando o
amanhã? Mãos à obra, a hora é agora!
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