Ouvindo o canto do vento
percebi o passado achegando-se ao presente,
mesclando tempos e misturando sensações.
Este tal de vento que os olhos não veem,
mas que se abraça e brinca com a gente
e, quando embravece,
sabe maltratar quem vem pela frente.
Vento que clama, geme, aterroriza
e embala... Ilusões.
Vento que faz pensar e lembrar, e chorar.
Sim, estou nostálgica. Foi o vento
com o seu zunir querendo seduzir minha atenção,
que mostrou a friagem do meu coração,
hoje tão encolhidinho,
tão desagasalhado dos mantos furta-cores da paixão.
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